Entrevista no Jornal de Limeira

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O nosso diretor de novos negócios, Carlos Gullo, deu uma entrevista exclusiva para o Jornal de Limeira, que a publicou hoje no caderno Livre Iniciativa. Segue na íntegra:

Queixas contra anúncios aumentam

O ano passado registrou 448 processos no meio publicitário, ante 330 em 2007. O aumento de 36% foi indicado pelo Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), que também apontou maior participação dos consumidores nos últimos dez anos.
O publicitário limeirense Carlos Gullo, diretor de novos negócios da Plenna,sim, faz uma análise do cenário.

JL: Qual o motivo do aumento de processos na publicidade?
Gullo: Embora a sociedade civil tenha participado mais nesta questão de esclarecimento do teor de anúncios, o que é muito positivo, o crescimento de queixas se deve em grande parte das disputas corporativas, principalmente nos segmentos de telefonia, bancário e de bebidas. Neste último caso, as mudanças nas normas do Conar, no início de 2008, no setor geraram uma grande fiscalização das cervejarias nas propagandas dos concorrentes. Assim, qualquer norma que deixa de ser respeitada é rapidamente denunciada.

JL: Quais foram as críticas mais frequentes dos consumidores no ano passado?
Gullo: Entre elas estão: a falta de cuidados com o público infantil, o preconceito racial e a falta de padrões de decência. Embora vemos isso em algumas campanhas, freqüentemente o Conar impede a veiculação de anúncios com estes temas explícitos ou mesmo que remetem à elas.

JL: Apesar de ter aumentado a interferência da população no meio publicitário, existe uma divulgação para quem não conhece estes órgãos poder participar mais?
Gullo: Muitos procuram órgãos como o Procon, pois realmente não é toda a sociedade que conhece o Conar, porém os representantes desta instituição dizem que campanhas maiores de divulgação deverão ser vistas em breve.

JL: Você acha que ampliar a representatividade da sociedade pode prejudicar agências de propaganda?
Gullo: As propagandas são feitas para os consumidores e eles devem participar. Porém, é de se esperar que haja um aumento nas críticas em assuntos polêmicos, como campanhas de bebidas alcoólicas e infantis. Isto pode impactar na criação das propagandas, mas não deve prejudicar as agências.

Fonte: Jornal de Limeira – 18/ 02/ 2009

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